Mas afinal, o que são Valores Mobiliários?

Os valores mobiliários são títulos de propriedade que podem representar uma dívida ou um investimento. Também são chamados de títulos financeiros, já que são negociados no Sistema Financeiro Nacional. Além disso, os valores mobiliários geralmente são títulos societários, ou seja, emitidos por sociedades anônimas (S/A) ou limitadas (Ltda.).

De acordo com a lei, a expressão “valor mobiliário” se refere a quaisquer títulos ou contratos de investimento coletivo ofertados publicamente, que gerem direito de parceria, remuneração ou participação na sociedade. A lei abrange também resultados oriundos da prestação de serviços, cujos rendimentos advêm do esforço do empreendedor ou de terceiros.

Por meio da emissão de títulos, as empresas conseguem acessar recursos de capital privado para financiar seus próprios projetos, em troca de juros e lucros pagos aos seus investidores.

Portanto, para as entidades, os valores mobiliários são uma forma de financiamento. Já para os investidores, os valores mobiliários são uma forma de aplicação financeira.

Quem regula e fiscaliza?

As operações devem seguir regras rígidas para garantir que o sistema seja justo a todos os envolvidos. Para que isso se verifique, foi criada em 7 de dezembro de 1976 pela Lei nº 6.385 a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com a função de zelar pelo melhor funcionamento do mercado de capitais. Além disso, também é papel da CVM:

  • Incentivar a poupança em capital social das empresas
  • Autorizar, disciplinar e normatizar as ofertas
  • Fiscalizar o funcionamento de todas as partes que participam deste mercado
  • Evitar ou coibir modalidades de fraude
  • Proteger os investidores do mercado contra emissões irregulares de valores mobiliários

Como são negociados?

Os valores mobiliários são comprados e vendidos no mercado financeiro, em operações de médio e longo prazo. O sistema de compensação e liquidação de operações com valores mobiliários é parte integrante do Sistema de Pagamentos Brasileiro, que compreende todos os organismos e mecanismos de compensação e liquidação das operações realizadas no âmbito do Sistema Financeiro Nacional.

Atualmente, o mercado de valores mobiliários brasileiro negocia, predominantemente, ações, debêntures e quotas de fundos de investimento. Suas negociações podem ser feitas por meio de um sistema eletrônico onde os corretores introduzem as ordens recebidas dos clientes nos sistemas de negociação do mercado.

Mas e o investimento da Radix, como funciona?

A Radix emite valores mobiliários por meio do Crowdfunding de Investimento (ou Equity Crowdfunding). Essa modalidade é também identificada como investimento colaborativo e permite que as empresas de pequeno porte, inclusive as startups, tenham acesso direto ao investimento privado. Para que uma empresa possa realizar essa operação é preciso ter um faturamento bruto anual de até R$ 10 milhões. 

Essa nova forma de investimento preenche uma lacuna existente entre as pequenas, médias e grandes empresas, que possuem porte para captar investidores no mercado de acesso Bovespa Mais (B3) ou na própria Bovespa.

No Brasil, o procedimento começou a ser realizado em 2017, a partir da Instrução CVM 588, que regulamentou e padronizou a modalidade. A operação é viabilizada em plataformas específicas de investimento coletivo e autorizadas pela CVM. Os projetos são divulgados publicamente e as cotas da empresa são repassadas aos investidores através de títulos (valores mobiliários) que dão direito à participação nos lucros do projeto.

Entre os principais benefícios desse tipo de investimento estão:

  • Democratização dos investimentos: os valores de aplicação costumam ser bem mais acessíveis;
  • Acesso a retornos mais elevados: o potencial de crescimentos das novas empresas é alto, apesar dos riscos envolvidos;
  • Diversificação da carteira: é possível aplicar em diferentes projetos e aumentar a chance de retorno;
  • Movimentação da economia real: os recursos são destinados para empresas que fazem girar os empregos e o dinheiro local.

O Crowdfunding já é regulamentado em mais de 40 países no mundo e tem se demonstrado um mercado muito relevante, com a função de permitir que ativos de diversas espécies sejam oferecidos em massa, ou seja, ofertados publicamente e de maneira segura.

Os títulos da Radix permitem que você acesse lucros de ativos reais que contribuem para atividades de reflorestamento na Amazônia. Seu capital cresce com as árvores, enquanto estas melhoram a qualidade do ar, da água e do solo. Ao final do ciclo florestal, comercializamos a madeira nobre e certificada, dando espaço para um novo plantio sustentável.

Saiba mais em: https://www.investidor.gov.br/menu/primeiros_passos/papel_CVM.html

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