É de madeira e não prejudica o meio ambiente? A revolução da madeira sustentável

A madeira está presente em grande parte dos objetos que temos contato no nosso dia-a-dia. Convivemos com produtos de origem madeireira em nossos móveis, nos itens de decoração, nos acabamentos das residências e até mesmo em acessórios de veículos. Contudo, uma questão que poucos se fazem é: qual a origem dessa madeira?

Madeira Ilegal, Meio Ambiente e Sociedade



Crédito: Erick Caldas Xavier

Ouvimos com frequência no noticiário que florestas vêm sendo desmatadas, ou seja, removidas de forma abrupta, pela expansão de atividades agropecuárias e pela expansão urbana sobre áreas de florestas. No caso da degradação florestal, ou seja, a perda de qualidade gradual dos serviços ambientais prestados pelas florestas às espécies vivas e às funções do planeta, a exploração ilegal da madeira é um dos principais causadores desse problema. 

Boa parte da madeira comercializada nos mercados não possui mecanismos de rastreamento, sendo frequente a circulação de madeira de origem ilegal em diversos setores industriais. Madeiras de origem ilegal ocorrem quando o processo de extração, processamento e transporte infringem as leis nacionais ou subnacionais. A ilegalidade do processo continua sob pressão pelo incremento constante da demanda por produtos madeireiros como papel e embalagens. Árvores nativas e nobres também estão sob ameaça de extinção por extrativismo ilegal como o ipê, mogno brasileiro e jacarandá, que apresentam uma alta demanda no mercado internacional.

Se pensarmos pela perspectiva da formação natural de florestas, determinadas espécies podem levar mais de cem anos para atingir a maturidade, estabelecendo uma relação ecológica intensiva com os chamados serviços ambientais que derivam do uso de solos, águas e luz. 

A consequência do comércio ilegal de madeira é o aumento do desmatamento, com efeitos diversos sobre o meio ambiente como a erosão de solos, desregulação do clima e da qualidade das águas, desaparecimento de plantas e animais que dependiam da floresta como habitat, entre outras consequências. Sem contar os prejuízos sociais e econômicos para populações que dependem de recursos florestais como madeira, lenha, frutos e sementes para sustentar seus modos de vida. São cada vez mais robustas as evidências de que o desmatamento e degradação de florestas naturais causam impactos irremediáveis.

Uma Alternativa Promissora: Madeira Sustentável

A melhoria dos processos de manejo florestal, com a evolução de técnicas de plantio de árvores exóticas (como eucalipto, pinus e mogno africano) e de nativas (como ipê, mogno brasileiro e o jacarandá), com o melhoramento genético de sementes e mudas, entre outras técnicas, têm mudado esse cenário nocivo de dependência de madeiras ilegais para um novo cenário, o da produção de madeiras sustentáveis. 

Os conhecimentos em torno de técnicas de manejo florestal têm avançado em ritmo acelerado, com a qualidade dos processos derivados tendo se aperfeiçoado constantemente. A escolha e adaptação das espécies também têm aumentado o repertório de opções para pessoas interessadas no mercado florestal de madeira legal e sustentável. Para se ter uma ideia, espécies tradicionalmente utilizadas para extração de madeira nobre como o Cedro e a Teca tem um período de crescimento estimado de 25 anos para corte, enquanto que o Mogno Africado pode ser cortado a partir dos 17 anos de idade.

Madeiras sustentáveis produzidas a partir de árvores plantadas trazem benefícios ambientais, econômicos e sociais para o meio ambiente e populações dependentes desses recursos. Entre os benefícios ambientais, podemos destacar a capacidade de sequestro de carbono da atmosfera, um dos principais gases relacionados ao aquecimento do clima, e a diminuição da pressão por extração de espécies nativas em extinção. Entre os benefícios econômicos e sociais, podemos destacar a geração de empregos verdes na cadeia de reflorestamento e manejo florestal, a capacitação desses empregados para o aperfeiçoamento das técnicas extrativistas e de processamento das madeiras. Nos planos subnacionais e nacional, o setor de árvores plantadas contribui para a balança comercial brasileira.



Fontes: [1] Second Bonn Challenge progress report (2019); [2] https://iba.org/dados-estatisticos


Produtos derivados de árvores plantadas como celulose, painéis de madeira e papel têm aumentado em volume de exportações. Madeiras nobres derivadas de florestas plantadas como o mogno africano tem boas perspectivas de inserção em mercados internacionais (por falar nisso, já pensou na possibilidade de investir no mercado de madeiras nobres como o mogno africano?). 

As perspectivas para o mercado de árvores plantadas são promissoras. O mercado internacional de madeiras nobres está sofrendo o chamado “apagão florestal”, ou seja, um déficit de oferta de madeiras nobres diante da demanda mundial crescente por este tipo de madeiras. Essa janela de oportunidade para o mercado de árvores plantadas tem levado um número crescente de pessoas a procurar investimentos no setor de árvores plantadas, como é o caso do mogno africano.

Olhando para o Futuro: Greentechs e o Mercado de Madeiras Sustentáveis

A esta altura, alguns podem se perguntar: como vou operar no mercado de árvores plantadas se não tenho conhecimentos aprofundados sobre a área? Para preencher essa lacuna entre investidores e nichos de mercado verdes surgiram as Greentechs. Greentechs são empresas que atuam no mercado de investimentos em tecnologias verdes como energias renováveis, árvores plantadas e resíduos sólidos, pautados sempre pelo conhecimento técnico para a tomada das melhores decisões de investimentos. São empresas que possuem sólidos princípios de atuação com valores como ética ambiental, responsabilidade social e transparência em suas operações. Se apresentam, portanto, como condutores de tecnologias para a sustentabilidade em suas cadeias de atuação.

O acesso a investimentos verdes como o mercado de árvores plantadas está cada vez mais facilitado por Greentechs como a Radix Investimentos Florestais. Investimentos que outrora demandavam conhecimentos muito específicos, hoje são acessíveis pelo intermédio de empresas especialistas no setor de árvores plantadas. Esses profissionais captam recursos de investidores interessados no setor e convertem os recursos em árvores plantadas, simples assim. Os profissionais também são responsáveis por monitorar os plantios, desde o preparo das mudas até o corte e comercialização da madeira, garantindo as melhores práticas de manejo e, com isso, diminuindo os riscos para o investidor. Ao final, os investidores recebem sua participação nos lucros correspondente à cota de investimentos realizada. Viu como é simples?

As peculiaridades do mercado de árvores plantadas têm atraído cada vez mais investidores conscientes de seu papel enquanto cidadãos do planeta. Essas pessoas se destacam por estarem cientes de que ao destinar seus recursos para um setor econômico com preocupação ambiental e social, estão contribuindo para redução dos impactos do ser humano sobre a Terra. Portanto, podem ser vistos como os investidores do futuro. 

Ficou interessado sobre investimentos em árvores? O mogno africano tem um grande potencial de mercado. Explore mais informações no nosso site e entre em contato com a equipe.


Elaborado por Jordano Roma
Pesquisador no Instituto de Energia e Ambiente (IEE/USP)

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