Da Década da Restauração às Florestas Plantadas: Como a Radix se Insere nesse Movimento pela Recuperação Ambiental do Planeta?

Em 2019, a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou um movimento pela proteção e restauração dos ecossistemas degradados. É a chamada Década da Restauração de Ecossistemas (2021-2030). Esse movimento tem o objetivo de frear e tentar reverter a degradação ambiental em diversas partes do mundo, num prazo de 10 anos. O objetivo é ambicioso e fundamental para assegurar as condições de vida para os seres vivos do planeta. Mas como podemos contribuir com esse objetivo?

Desmatamento Contribui para Degradação Ambiental

Podemos entender o desmatamento como a conversão de áreas ocupadas por florestas para outras finalidades de uso da terra. Atualmente, os principais fatores que causam o desmatamento são a conversão dessas áreas florestadas para a expansão da agricultura, da pecuária e da infraestrutura urbana. Apesar da taxa de desmatamento ter apresentado tendência de queda entre 1990 e 2000, aproximadamente 420 milhões de hectares de florestas foram destruídos desde 1990. No mesmo período (1990-2000), em que a taxa de desmatamento apresentou queda, vimos com otimismo um aumento global da taxa de cobertura florestal até 2000, mas que infelizmente foi seguido de um novo declínio medido até 2020. 

No cenário comercial, a demanda internacional por madeira é crescente, com destaque para recente retomada das importações para o setor de construção civil da China. Estudos apresentam que embora o mercado de madeira não-processada tenha declinado entre 1980-2007, o mercado de produtos madeireiros (madeira processada) apresentou expansão, com destaque para painéis de madeira para usos diversos. Isso implica que o mercado está em transição, exigindo produtos madeireiros com maior qualidade e que envolvam menores perdas no processo de beneficiamento.

O plantio de florestas tem se consolidado como alternativa viável em termos econômicos e ambientais para atender à demanda mundial por produtos madeireiros. Dados de 2019 indicam que o Brasil possui uma área de aproximadamente 10 milhões de hectares de florestas plantadas, e um valor de produção de R$ 20 bilhões, com destaque para as regiões Sul e Sudeste (IBGE, 2019). Do total da área de florestas plantadas, aproximadamente 10% é ocupada por florestas plantadas para investimento, setor com apelo crescente no mercado de investimentos de baixo carbono.

Florestas plantadas apresentam reduzido impacto sobre o meio ambiente ao mesmo tempo em que reduzem a pressão sobre a oferta de madeira extraída de florestas nativas. Ao ocupar áreas degradadas por outras atividades como lavouras e pastos abandonados, as florestas plantadas permitem recuperar funções ecológicas daquele ambiente, seja pela proteção do solo, pela regulação da temperatura e umidade local, entre outros benefícios que as árvores plantadas promovem. Além disso, contribuem para diminuir a concentração de gases nocivos à atmosfera por meio da absorção de carbono e sua utilização na formação dos componentes arbóreos como raízes, tronco, galhos e folhas. 

Refletir sobre Nossas Escolhas é Necessário

Em 2015, no âmbito do Acordo de Paris para redução do aquecimento global, o Brasil se comprometeu com as metas de zerar a taxa de desmatamento ilegal da Amazônia e restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas até 2030. São as chamadas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), que definem as estratégias do país para a redução das emissões de gases de efeito estufa até 2030, em relação aos níveis emitidos em 2005 – redução de 43%, ou 1,2 gigatoneladas de CO2.  Para se ter uma ideia da escala de grandeza, estima-se que uma tonelada de madeira contenha 470 kg de carbono estocados. Atingir esses objetivos nacionais demanda uma persistente vontade política, e demonstram a disposição do Brasil em se colocar como líder de um movimento mundial em direção a uma economia de baixo carbono

No que toca o consumo de produtos madeireiros, é possível guiar nossas escolhas por indicadores que garantem maior sustentabilidade do produto. É o caso das madeiras certificadas. Talvez você já tenha reparado que determinados produtos de madeira como lápis, papéis sulfite e alguns móveis, apresentam um pequeno selo ou registro FSC. A sigla corresponde ao sistema de certificação Forest Stewardship Council ou Conselho de Manejo Florestal. O selo FSC atesta que a empresa produtora do produto madeireiro em questão atende a protocolos de manejo florestal que garantem desde a sustentabilidade ambiental do processo de extração e beneficiamento do produto, ao respeito à legislação nacional, e aos cuidados com a segurança e a remuneração dos trabalhadores envolvidos na cadeia de exploração da madeira. É, portanto, um atestado das boas práticas que aquele produto madeireiro segue até chegar às mãos do consumidor.

Figura 1 – Benefícios Da Certificação Madeireira

Do ponto de vista do empreendedor que recebe a autorização da certificadora florestal, o selo FSC garante a procedência do seu produto nos mercados nacional e internacional, facilitando o acesso a novos mercados (cada vez mais exigentes quanto a procedência das madeiras), a fontes de financiamento e com possibilidade de adoção de preços acima dos valores de mercado para seus produtos certificados. Além disso, empresas de manejo florestal certificadas se destacam com uma melhor imagem institucional no setor florestal.

Investimentos Verdes: Ganhos para Você e o Planeta

Quando o assunto são investimentos, fazer escolhas mais conscientes nem sempre é trivial. Investimentos que considerem riscos econômicos, sociais e ambientais dos empreendimentos ainda são escassos no mercado e demandam maiores conhecimentos dos investidores na hora de fazer suas escolhas. 

No entanto, o mercado brasileiro de investimentos verdes está sendo ocupado por Greentechs, empresas que atuam no mercado utilizando tecnologias verdes e soluções baseadas na natureza como energias renováveis, florestas plantadas e gestão de resíduos sólidos. Essas empresas estão na fronteira da tendência mundial de investimentos verdes, e seu papel será cada vez mais importante no cumprimento das metas nacionais e internacionais de redução do aquecimento global. São, portanto, possibilidades promissoras de investimentos.

É o caso da Radix Investimentos Florestais. Empresa inovadora no mercado de investimentos verdes, com foco em madeiras nobres como o Mogno Africano, cujo Brasil já se destaca como maior produtor mundial em florestas plantadas. A Radix atua com o melhor conhecimento técnico disponível sobre o mercado de madeiras nobres, a partir das melhores práticas de manejo de florestas plantadas certificadas. 

Figura 2 – Série histórica do preço médio (em $) por m³ para um dos gêneros do Mogno Africano (Khaya ivorensis): dados de Gana, principal produtora do gênero em florestas nativas.

Fonte: ITTO (2018).

Os profissionais da Radix atuam em toda a cadeia de manejo florestal do Mogno Africano, do plantio das mudas à comercialização da madeira. O grande diferencial da Radix passa pelo princípio de democratizar o acesso aos investimentos no mercado de madeiras nobres, antes restrito a grandes proprietários de terra com capital. Isso é possível pela comercialização de cotas de florestas plantadas, onde o investidor adquire a participação no lucro gerado pelos ativos. A gestão dos ativos fica por conta da equipe da Radix, e o investidor pode acompanhar o processo por meio dos canais de comunicação que a empresa oferece, além de relatórios, indicadores e visitas presenciais. Dá até para ver os plantios pelo Google Maps, não é legal?

Ficou interessado em entender melhor sobre investimentos no mercado de madeiras nobres? O Mogno Africano tem um grande potencial de mercado. Visite nosso site para maiores informações.

Fontes consultadas:
AJANI, J. (2011). The global wood market, wood resource productivity and price trends: An examination with special attention to China.
IMAFLORA (2018). Manual de Certificação do Manejo Florestal no Sistema do Forest Stewardship Council® – FSC®.

Elaborado por Jordano Roma
Pesquisador no Instituto de Energia e Ambiente (IEE/USP)

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